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Favela Sounds lança data de sua quinta edição

Atualizado: Jul 20

18 a 22 de Agosto


Entre 18 e 22 de agosto, Favela Sounds apresenta sua quinta edição em formato inteiramente virtual devido às necessidades de isolamento social frente à Covid-19. O festival, que é conhecido como o maior evento voltado à cultura periférica no país, apresenta este novo formato se lançando como plataforma de conteúdos criativos periféricos.


Celebrando sua quinta edição com o tema A Vez do Amor, Favela Sounds se volta ao debate sobre os prejuízos do discurso de ódio e da desinformação em nossa vida, provocando o público a repensar se não seria hora de recolocar o amor no código ético de nossas relações. Como diz Guilherme Tavares, curador do festival, "a ideia é tirar o amor do lugar de discurso piegas, como bem descreve bell hooks quando trata das novas gerações, e levá-lo a todas as dimensões possíveis que garantam mais segurança coletiva: o amor como cuidado, como troca, como participação e como ação".


Ao longo de cinco dias, o público de todo o Brasil e do mundo acompanha oficinas, talks, shows de talentos de origem periférica de todo o país, discotecagens, além de sessões de mentoria para negócios criativos e palco voltado à seleção de videoclipes. Todos os conteúdos serão transmitidos gratuitamente através do canal do Favela no Youtube. Entretanto recomenda-se acompanhar pela plataforma oficial do festival (este site), para que o usuário desfrute da navegação especial pelos palcos do evento.


Uma novidade desta edição é o acúmulo de aprendizado com campanhas de conteúdo de redes desenvolvidas ao longo de 2020. Assim, cada dia da nossa transmissão terá um guia de conteúdos baseados em uma campanha que o festival já desenvolveu ou desenvolverá.


Nos dos primeiros dias, é a vez de tratar diretamente do tema proposto: A Vez do Amor. Os demais dias seguem neste debate, porém aprofundando olhares à: diversidade sexual em contexto periférico com a campanha "Cores Vivas", enredando o terceiro dia evento; cuidados com a saúde mental na vida periférica com a campanha "Favela Cuida", direcionando o quarto dia de evento; e representatividade feminina na música de quebrada para a campanha ainda inédita "Favela Delas". Desta forma, segundo Amanda Bittar, também criadora do festival, "conseguimos criar um elo entre os conteúdos trabalhados durante o ano na plataforma e a realização do festival. É uma maneira de manter nosso público atento aos temas que estamos debatendo e, como sempre, aos dias de celebração que se dão na realização de mais uma edição".


A produtora afirma, ainda, que "o maior desafio desta produção é trazer o sentimento de pertencimento e acolhimento que o público tem no presencial". Favela Sounds ganhou notoriedade ao oferecer programação gratuita em espaços estratégicos territorialmente - mais de 10 RAs do DF e a Esplanada dos Ministérios, onde poucas vezes ecoam pautas da juventude de quebrada. "Vamos tentar trazer o sentimento de pertencimento ao evento através de uma experiência do usuário geolocalizada, onde os palcos virtuais e interativos do evento são encontrados numa ilustração do mapa do Brasil", avalia.



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