Artistas de cidade lutaram para tornar o gênero respeitado e conhecido

Gustavo da Hungria Neves tem 1 bilhão de visualizações no YouTube

Texto por: Adriana Izel e Matheus Dantas* para o Correio Braziliense

A relação de Brasília com o hip-hop é antiga. Nomes como Gog, Viela 17 e Câmbio Negro são precursores de um gênero que, entre os anos de 1980 e 1990, trouxe em suas letras denúncias das dificuldades dos jovens na periferia, da violência e do tráfico de drogas. Esses artistas lutaram muito tempo por um rap com mais expressão e visibilidade, não só dentro da capital federal, mas no Brasil.

“Existiam alguns fatores que dificultavam para os rappers realizar e propagar os trabalhos, que, na época, era a questão das gravadoras, da visibilidade e do olhar das pessoas para a cena do rap daqui. Mas nunca desistimos e, hoje, todos nós estamos colhendo esses frutos, sendo merecedores de estarmos vivendo esse momento e exportando um som de qualidade para o Brasil todo”, explica o rapper Japão, do Viela 17.