Por Israel Augusto – Jornal do Rap

Nesta sexta-feira, 18, o músico nordestino Rapadura, em parceria com o Baiana System, lançam a música autoral e o clipe “Olho de Boi”. Com produção musical de Carlos Cachaça e direção de Raul Machado, a faixa faz parte do novo disco de Rapadura que será lançado posteriormente pelo Selo Matilha.

Também de origem nordestina, “Olho de Boi” é uma semente usada como amuleto contra o mau olhado e canalizador de energia. O single aborda um pouco da questão espiritual e também traz o sertão psicodélico, moderno e forte. Com melodia e letras criadas pelo grupo e por Rapadura, a música tem elementos latinos e regionais que remetem aos índios da América do Sul, os legítimos donos dessas terras.

“O encontro com Baiana foi a consequência de uma admiração recíproca e da identificação ideológica que temos. Somos Ceará & Bahia, Nordeste, Brasil e América Latina. Quando falei com Russo a primeira vez já senti a energia, daí o som se fez naturalmente só”, comenta Rapadura sobre a parceria. “Fomos até Salvador e lá pudemos ter o mais importante: o contato humano, a convivência, as risadas, as resenhas. Isso só fortaleceu mais ainda o nosso elo e o nosso grito. “Olho de Boi” é um canto do povo, é a nossa alegria e força em uma mesma pancada. O Nordeste é um universo paralelo muito mais além”, complementa ele.

Já o clipe, lançado no canal do YouTube do Rapadura, é uma alusão ao Mito da Caverna de Platão e a troca de experiências psicodélicas e também sociais. As imagens foram gravadas na Caverna do Diabo, no Petar (SP).

“Sempre quis filmar em uma caverna, gosto do clima claustrofóbico e do visual. Conseguimos fazer algo inesperado que casa com a mensagem social da letra e também do som psicodélico das batidas de Rapadura e Baiana System”, comenta Raul Machado.

Sinopse:

Em uma alusão ao Mito da Caverna de Platão, Rapadura é um explorador que traz ao povo que vive dentro da caverna as caóticas condições em que se encontra a humanidade, com foco na sociedade brasileira. Os que vivem dentro da gruta, nessa troca de experiência, mostram a dança psicodélica que traz as batidas do som.