Banda une os sons do candomblé com o jazz

Unindo a percussão do candomblé da nação Ketu com a liberdade estilística do jazz, Alabê KetuJazz é o retorno do gênero às suas raízes africanas, um encontro do aprendiz com o seu mestre. Único na história da música brasileira, o projeto acaba de lançar um crowdfunding para finalizar o seu primeiro álbum de estúdio.


Conheça a campanha: http://vaka.me/2vjhuq

O quinteto foi fundado pelo percussionista francês radicado no Brasil, Antoine Olivier, e pelo saxofonista e compositor brasileiro Glaucus Linx, que já trabalhou com Carlinhos Brown, Elza Soares, Isaac Hayes, Salif Keita e muitos outros. Na vaquinha virtual para a finalização do disco, que tem como meta um total de R$18 mil, a banda apresenta recompensas que vão do disco digital, físico, camisetas e ingressos para o show de lançamento até aulas particulares com Glaucus e Antoine.

“O crowdfunding é uma maneira de trocar diretamente com os fãs da banda para completar que precisamos para finalizar o lançamento do disco. Arte, fabricação, material promocional, divulgação e show de lançamento. O grupo é totalmente independente e não recebe recursos de ninguém. Por isso precisamos de ajuda para finalizar tudo e atender os pedidos para lançarmos um disco que recebemos há anos”, conta Olivier.

O batuque sagrado do Candomblé da nação Ketu traz sua complexidade e poder para um cenário contemporâneo. O disco, produzido por Olivier e Linx, foi gravado com muito cuidado para manter os sons mais próximos dos toques sagrados em técnicas de gravação inventadas pelo músico francês. O projeto conta com participações especiais de Carlos Malta, Henrique Bunde, Tiago Magalhães e Gabriel Guenther; além de nomes do candomblé, como a Ekedy Nicinha, a Mãe Nildinha de Ogum, Raoul de Ogum (Ogã Alabê do axé Opo Afonjah), Ogã Eli (casa de Oxumaré), Alabê Lazinho, Ogã Licinho, Alabê Joilson São Pedro e muitos outros.

“O grande diferencial de nossa música é que não estamos fazendo uma fusão de vários estilos musicais com música africana e jazz. As canções foram criadas de maneira orgânica a partir dos tambores do jeito que eles são tocados e arranjados dentro do ritual. O jazz é só uma influência na maneira de deixar espaço para improvisação e liberdade”, explica Antoine Olivier.

O disco está previsto para o começo do segundo semestre e o crowdfunding fica disponível até o dia 10/08.

Para colaborar, acesse: http://vaka.me/2vjhuq

Texto: Nathália Pandeló