Na segunda etapa de atividades do Favela Sounds – Festival Internacional de Cultura de Periferia, os debates tomam conta do Museu Nacional de Brasília. Sob o nome de Papo Reto, e realizada no Auditório II do Museu, a programação montada pelo doutorando em Antropologia Urbana pela UFRJ, Dennis Novaes – pesquisador do funk carioca – promete discutir temas relativos à produção cultural de periferia no Brasil e no mundo. Papo Reto tem caráter descontraído e pretende levar transformar o debate em uma boa conversa entre público e convidados.

Na sexta, 18, a partir das 16h, a mesa “A Porra da Buceta é Minha – Arte e Performances de Gênero” ouvirá mulheres e transexuais que, por meio de suas expressões artísticas e performáticas, questionam desigualdades e demandam reflexões sobre novas formas de marcar presença nas comunidades e no mundo. Para a atividade, foram convidadas a rapper pioneira do DF, Vera Verônika; a funkeira carioca MC Carol; e a jovem rapper trans Rosa Luz, também brasiliense. A mediação da conversa fica por conta da carioca Adriana Lopes, pesquisadora da UFRJ que pesquisa funk e feminismo.

No sábado, 19, a partir das 14h, a segunda mesa, “De Baile em Baile – Economia Cultural na Favela”, convida três DJs de renome em suas comunidades para o debate. O carioca Byano, responsável pela equipe Chatubão Digital; o paraense Waldo Squash, nome referencial do tecnobrega e das festas de aparelhagem de Belém; e o DJ angolano Ketchup, protagonista das cenas do kuduro e afrohouse em Luanda; dividem a conversa. O objetivo é discutir as dinâmicas de produção, consumo e circulação de produtos culturais de favela, modelos de negócios que são verdadeiros exemplos à indústria cultural que fomenta o mainstream atualmente.

Ainda no dia 19, às 16h, a mesa “É Som de Preto, de Favelado – Arte “Periférica e Representatividade” finaliza a série de debates do projeto, contando com artistas e produtores que têm como missão transformar a opressão do cotidiano em poesia. O baiano Tonho Matéria, primeiro vocalista do Olodum e agora à frente dos vocais do Araketu; Cidinho e Doca, pioneiros do funk carioca e autores de hits que são verdadeiros hinos do funk; e Higo Melo, um dos principais produtores musicais do rap do Distrito Federal, além de músico da celebrada banda Ataque Beliz; compõem o debate.

Os dois encontros de sábado são mediados pelo antropólogo Dennis Novaes, cujo trabalho de doutorado, em plena construção, resultará em uma biografia do funkeiro Cidinho. Aqueles que desejam participar dos debates podem se inscrever no link: http://favelasounds.com.br/como-participar/