Disputada na França, a Copa do Mundo Feminina de Futebol foi a maior edição da história do torneio. Além de ter tido uma visibilidade muito maior em relação às edições anteriores, ela também foi marcada pela luta pela igualdade salarial entre homens e mulheres.

Na seleção brasileira, a capitã, Marta, fez questão de passar seu recado. A jogadora que recusou o patrocínio de uma grande marca esportiva pela diferença do valor que seria paga a ela e o que foi pago para um jogador na Copa do Mundo Masculina, a jogadora usou uma chuteira preta como forma de protesto em todos os jogos que atuou. Além dela, outras jogadoras também fizeram gestos e deram declarações apontando a absurda diferença que existe entre homens e mulheres tanto na questão de incentivos para a prática do esporte, como no valor pago as jogadoras por patrocínios e salários.

Apesar de não ter chegado a final do torneio, a seleção brasileira de futebol feminino teve uma grande vitória. Pela primeira vez na história os jogos foram transmitidos ao vivo em canais de televisão abertos, tendo ótimos índices de audiência. As jogadoras foram recebidas com festa ao retornarem ao Brasil e deram seu recado: a luta continua.